Os silêncios das janelas do povoado
Este limbo entre uma e outra temporada serve para o torcedor dar um tempo pra cabeça em termos de futebol. Uma pausa para formatar o disco rígido da cabeça, recuperar a voz e salvar o casamento. Também época de se debandar para o litoral, festas de fim de ano, limpar o nome do SPC vendendo as férias, empréstimo dos filhos aos pais por parte das mães separadas. Por instinto o torcedor pega esporadicamente uma página de esportes para conferir as contratações e especulações. Confunde uma coisa com a outra e depois se decepciona. Mas não é só isso que acontece neste período.
É nesse silencio das janelas do povoado que tudo acontece. O time é montado dentro da realidade financeira do clube, as mensalidades aumentadas fora da realidade financeira do sócio. O clube chupa bala e perde o diretor executivo responsável pela formação dos jogadores que seriam vendidos a preço de tabela. Assume um motivado Mauro Galvão. O plano diretor da cidade é estuprado para viabilizar a Arena do Grêmio e o puxadinho dos monocopa, a tempo de se embarcar no trem da alegria dos benefícios fiscais Brazil 2014. Negociações e renegociações com o atual patrocinador e um misterioso novo pretendente. A Madona entra no cio e a manutenção da sua honra é a principal missão dos seguranças do Olímpico.
Os Sete
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O sétimo reforço é Jadilson, que chega com a missão de ocupar o latifúndio improdutivo da lateral esquerda, assim desde a saída de Lucio em 2006. Pedi a opinião sincera de quem mais recentemente acompanhou de perto o atual futebol do rapaz, o prestativo figuraça Benny do Blog do Cruzeiro:
“O Jadilson é um lateral muito habilidoso e explosivo, desce com muita rapidez e privilegia bastante o ataque. Seus cruzamentos na linha de fundo costumam ser bastante perigosos, mas só tenho registro de um único gol decorrente de um seu cruzamento certeiro. Precisa de uma boa cobertura, já que quando desce, costuma não voltar para ajudar na marcação. A obediência tática não é seu ponto forte, por conta disso foi substituído várias vezes no segundo tempo, suscitando a ira de alguns torcedores que gostam do seu futebol. Tem temperamento forte, difícil de gerenciar caso não seja escolhido como primeira opção para a lateral tricolor. Costuma ficar algum tempo parado por problemas musculares (o jogador tem 32 anos)”.
Ou seja, tem todas as credenciais de um lateral que precisamos se o 3-5-2 for mantido. Desobediência tática com o Roth? Aprende rapidinho ou o Olímpico será pequeno demais para os dois. Problemas musculares? Nada que ainda nos surpreenda nas contratações tricolores.
Ainda nos falta um atacante de movimentação para a necessária ajuda ao Alex Mineiro e um volante confiável, posição importante e complicada demais para se fazer apostas, embora a os donos da caneta e boa parte da torcida prefiram um meia armador. Na balança, Alex Mineiro, Jadilson, Ruy, Fábio Ferreira (se não conhecer a Tia Carmem), Fábio Santos (para eventuais faniquitos do Jadilson), Diogo e Rafael Marques formam o pacote com melhor custo benefício dos últimos anos. Acrescentados a Victor, Léo, Rever, Souza, Tcheco, Willian e Douglas, mais as tradicionais surpresas que a pré-temporada costuma reservar, a direção entrega ao Roth um grupo com o que faltou no ano passado: boas opções em todos os setores para justificar seu salário de duzentos mil beija-flores.
De futebol, só a gurizada emanando imortalidade na Copa São Paulo, a melhor pedida para abstinência de bola rolando. É daquele coperismo contra a Lusa que a gente se refere. Nesta quinta é contra o Nacional, 20:30, Sportv.
Boas férias, bom trabalho, boa estrada, boa volta à cama. O Plantão de férias volta qualquer hora dessas.
rss do blog
Importante também a pergunta feita nos comentários sobre este período de férias. A maioria dos blogueiros do GloboEsporte.com está dando um justo tempo para a cabeça. 90% dos leitores também. Da minha parte, a princípio, continuarei por aqui, mas os textos serão menos frequentes até o início da temporada. Pelo menos enquanto me decido entre o convite para a Ilha de Caras ou uma bocha com os tiozinho em Mariluz.
28 de novembro de 2004: “O Grêmio foi buscar nos últimos minutos o empate de 3 a 3 com o Atlético-PR, depois de estar perdendo de 3 a 0 no Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim. Mas nem a garra demonstrada para buscar o resultado de igualdade no marcador mantém o Grêmio na elite do futebol brasileiro. O time não tem mais chances matemáticas de escapar do rebaixamento.” (ClicRBS

A torcida Gremista deu um tempo nas especulações e foi conferir o que o futuro próximo lhe reserva em termos de prata da casa para se orgulhar em 2009. Cada vez mais “prata” e cada vez menos “da casa”, a gurizada do Julinho Camargo (até ele com proposta para subir para os profissionais em outro clube) demonstrou estar sendo moldada for export. O Imortal sub 20 foi
Chega esse do meio e saem os outros dois da foto ao lado. Saídas lamentáveis pela forma que foram conduzidas, uma pela ganância outra pela ingratidão. 


